Busca

Calendário

d s t q q s s
 
 
 
 
 
1
 
2
 
3
 
4
 
5
 
6
 
7
 
8
 
9
 
10
 
11
 
12
 
13
 
14
 
15
 
16
 
17
 
18
 
19
 
20
 
21
 
22
 
23
 
24
 
25
 
26
 
27
 
28
 
 
 
GTranslate
Portuguese English French German Spanish
Espetáculo - "Chão de Pequenos."



Descrição:

Formada pelo ator e diretor Felipe Soares, pelo ator e iluminador Eliezer Sampaio e com colaboração artística do ator Ramon Brant, a Companhia
Negra de Teatro tem circulado pelo Brasil e pelo exterior com o espetáculo Chão de Pequenos. A peça nasceu como uma cena curta em 2013, mas foi só
em 2016, após ganhar o FESTU – Festival de Teatro Universitário, no Rio de Janeiro, que ela ganhou o formato atual, mais longo, quando estreou no
Festival de Curitiba de 2017. Dirigida por Tiago Gambogi e Zé Walter Albinati, presentes desde o formato cênico curto até o atual, a peça foi
idealizada por Felipe Soares e por Ramon Brant. O espetáculo discute intolerância e preconceito por meio da história de dois jovens abandonados por suas famílias. Apresentado recentemente no FITLO - Festival de Teatro Ibero-americano de Logroño, na Espanha, e no FITZA (Festival Internacional de Teatro Zicosur), no Chile, o espetáculo fará temporada no Teatro Marília, em Belo Horizonte, nos dias 12, 13, 19 e 20 de fevereiro, na Campanha de Popularização do Teatro e Dança. A dramaturgia de Chão de Pequenos é coletiva e baseada em histórias reais colhidas a partir de pesquisas e entrevistas da equipe com várias famílias e pessoas relacionadas com o tema da adoção. “É interessante perceber o que o espetáculo causa principalmente nas mulheres, nas mães e nas pessoas ligadas à maternidade. O tema da adoção é até hoje um tabu na sociedade brasileira, com poucos avanços. A orfandade e a adoção se abraçam entre os públicos que a gente visita”, diz Ramon Brant, que idealizou o espetáculo ao lado de Felipe antes do surgimento da Companhia Negra de Teatro e segue
até hoje colaborando com o grupo, ainda que não seja um dos seus integrantes fixos. No palco, os atores contam a história de dois jovens, Lucas Silva e Pedro
Henrique, entre a infância e a adolescência, marcados pela orfandade e o abandono da própria família. Dos orfanatos às ruas das grandes cidades, a
fábula dos garotos revela a importância da empatia, do diálogo e do afeto nos dias de hoje, numa sociedade marcada pela intolerância e pelo preconceito.
“Acredito que o espetáculo contribui para que o tema da adoção tenha mais visibilidade e que a discussão se estabeleça também através da arte.”, diz
Ramon. “O espetáculo é, antes de tudo, sobre amizade. Sobre o encontro que presentifica o cuidado no trato com o outro. Sobre querer ser visto em um
mundo de visão anestesiada. Existimos por causa dos outros, para os outros, por nós”, completa. Na trajetória da Companhia Negra de Teatro, os artistas contam também com o apoio de outros colaboradores empenhados em discussões sobre questões raciais no Brasil. Em Chão de Pequenos destaca-se a colaboração da escritora Ana Maria Gonçalves - autora do premiado romance Um Defeito de Cor - que tem textos utilizados na peça. As performances do grupo são sempre autorais e questionam problemas sociais graves, como o racismo e as desigualdades sociais. “Neste espetáculo abordamos o fato de negros serem mais preteridos do que os brancos no momento de uma adoção”, conta Felipe Soares. O artista destaca ainda outra performance do grupo, chamada Invisibilidade Social, em que uma pessoa negra deita-se no chão vestindo um terno e segurando uma pasta, elementos suficientes para recepções muito inusitadas da parte do público. “É muito raro que se humanize um corpo negro deitado no chão da cidade com esse tipo de roupa – houve um dia em que até chamaram a polícia durante a performance. Se o corpo deitado no chão fosse de uma pessoa branca, as reações seriam completamente diferentes”, diz o artista.

Sobre a Companhia Negra de Teatro
“A companhia nasce da necessidade de criarmos narrativas vindas dos nossos corpos e subjetividades. Primamos pela questão da autoria, da construção de
performances que partam das nossas perspectivas e experiências”, conta Felipe. Criada no ano de 2015, em Belo Horizonte, o grupo carrega em seu
nome uma homenagem à Cia Negra de Revista, grupo criado no ano de 1926 por artistas negros como Galango, Rosa Negra, Mingote, De Chocolat, Grande
Otelo e Pixinguinha, entre outros. E Felipe também reitera que “fomos o primeiro grupo de teatro negro a sair do Palácio das Artes, do curso técnico de teatro, o mais importante de Minas Gerais, o do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, da Fundação Clóvis Salgado”. Alcançando imenso sucesso de público com a peça Tudo Preto, a Cia Negra de Revista foi impedida de circular por outros países, como Argentina e Uruguai, por ordem de órgãos do Ministério Público brasileiro, sob a justificativa de que não era saudável para a imagem do país que ele fosse retratado no exterior por um coletivo de artistas negros. Cancelada a turnê, o grupo se dissipou no ano seguinte (1927), não tendo jamais retomado as atividades. “Nossa homenagem também serve para fazer com que essa história seja lembrada pelas novas gerações”, conta Felipe.


Formas de acesso:
Não Gratuito
Venda de ingressos
30 (inteira) R$ 15 (meia)

Orientação/Pré-requisitos:
R$ 10 (Sinparc). Venda na bilheteria do teatro com 2 horas de antecedência.

Público
Público Geral

Faixa etária/Classificação:
Livre

Quando:
Dias 12 13 19 e 20 de fevereiro, Terça e Quarta às 20h.

Endereço: Av. Prof. Alfredo Balena,, 586
Bairro: Santa Efigênia

Telefone:
(31) 3277-4697